Você conhece a Diolinda?

O que a gente tem em comum é a revolução.

Carolina Simon

6/19/20261 min read

Sempre que vou falar da coordenação da campanha, me pego dizendo essa frase. Informar as pessoas sobre com quem estou construindo é sempre uma reflexão profunda.

Diolinda é camponesa. Por anos, foi conhecida por ser Rainha, mas ela é a mulher da bandeira vermelha, aquela à frente do homem, com o facão na mão. Ela abre o caminho.. Ninguém fala mal dela; é sempre lembrada com carinho por dirigentes de movimentos sociais.

Conheci um pouco da sua história quando a encontrei pessoalmente, não como mito [afinal, isso é coisa da direita], mas como guardiã de saberes populares, lembrada pelas mulheres. Por diversas vezes, me perguntei por que não conheci a Diolinda antes, já que estudei por anos a luta pela terra na UNESP e escutei tanto sobre a família Rainha. Talvez por desatinos da vida ou pela estrutura machista que invisibiliza a luta das mulheres, nosso encontro não tenha acontecido antes.

Corajosa, é uma mulher na política e já saiu candidata algumas vezes. Organizadora e mobilizadora do Psol de Prudente, é assessora parlamentar de uma deputada federal. Sempre que estou com ela, penso: precisamos de um livro sobre a vida da Diolinda!

Sua casa está sempre aberta para a luta, mas é casa de mãe: sempre tem o que comer e o que beber, e está sempre cheia de jovens acolhidos com afeto, que sonham com outro mundo. Diolinda colocou a luta do Oeste Paulista no mapa, é presente e constrói o futuro.

Já disse Leci Brandão:

“Pra mostrar que mulher tem respeito
Pra mostrar que mulher tem conceito
Pra mostrar que mulher também tem o direito de bater o pé

Diolinda é mulher de virtude
Diolinda é mulher de atitude
Pôs em risco a própria saúde
Mas não perdeu a fé”

Boa sorte, seja bem-vinda!